Americanas.com deixou domínio expirar?
SÃO PAULO – Quem tenta adentrar no site Americanas.com, hoje, pode se deparar com uma outra página, esverdeada, provinda de uma empresa de hospedagem.

O tom avermelhado da Americanas.com dá lugar a esta página de hospedagem: domínio ´.com´ expirou no dia 20, sugerindo que a loja não o renovou com antecedência
Ao que tudo indica, o domínio “Americanas.com” não foi renovado e muitos internautas cogitam que tenha sido suspenso até um novo acerto de contas, com prazo definido pelos hospedeiros (no caso de domínios “.com”, o prazo para renovar costuma ser de 45 dias depois da data de expiração).
De acordo com o site Whois, que armazena dados de todos os endereços da web, o endereço em questão expirou no dia 20 de dezembro.
Por meio do “Americanas.com.br”, o acesso é feito normalmente, sem restrição.
Alguns usuários não enfrentam problemas em entrar no site pelo domínio “.com”, o que pode significar que a loja virtual já tenha renovado o acordo e que o DNS ainda esteja em processo de espalhamento.
Em depoimentos colhidos pela web, muitos internautas dizem que ao digitar “americanas.com” são redirecionados para o site “.com.br”.
INFO Online entrou em contato com a assessoria de imprensa da loja, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O hacker Noel ataca novamente
Victor Martins – Correio Braziliense
A internet deixou de ser somente uma ferramenta de comunicação ágil e que leva informação a todos os cantos do planeta. Além do e-comerce e do mercado publicitário virtual, ganham-se bilhões na web em um comércio clandestino de dados bancários e golpes financeiros. O negócio chega a movimentar US$ 1 trilhão por ano em todo o planeta, segundo cálculos da empresa de software e segurança na internet McAfee. A principal isca para enganar os usuários está no espírito natalino, época em que chega a movimentar 70% dessa economia paralela. As armadilhas para angariar a maior parte desses recursos se resumem nos 12 golpes natalinos, título de um estudo que relata o funcionamento desse mercado e ensina a escapar das ciladas.
O meio mais usado pelos criminosos são os spams — e-mails não solicitados que são enviados a um grande número de pessoas. No Natal, os hackers aproveitam a boa vontade das pessoas e enviam mensagens falsas, de instituições beneficentes, e solicitam doações. Outro golpe comum no período é o das ofertas mentirosas, no qual uma página eletrônica oferece produtos, como computadores e joias, por 30% do preço. O consumidor compra, mas não leva, e ainda tem os dados bancários furtados. “Esse é um golpe eficiente, de baixo custo, dispara milhões de e-mails em segundos, atingindo uma área enorme do planeta”, explicou o gerente de suporte técnico da McAfee para América Latina, José Matias.
Fraude
Neste Natal, o hacker Noel tem distribuído um e-mail com o título “seu bônus fidelidade TAM”, no qual informa que o consumidor tem direito a uma viagem de ida e volta para qualquer lugar do país, de graça. Todos os elementos visuais da mensagem são idênticos aos utilizados pela companhia aérea. O problema é que nunca foi mandado por ela. Assim que soube da falsa promoção, a TAM divulgou que se trata de uma fraude. “É preciso bom senso. Não se pode sair clicando em qualquer link sem saber de onde ele veio. Nem acreditar em ofertas absurdas, se não está participando de promoções”, aconselhou o diretor da consultoria e-bit, Pedro Guardi.
Esses tipos de e-mails são tão perigosos que, segundo levantamento da McAfee, os prejuízos causados à empresas atingem, em média, U$$ 182 mil ao ano, só com spams. “Se calcularmos para uma empresa de mil empregados, os prejuízos podem somar U$$ 41 mil para cada 1% de spams que esses funcionários recebem”, calcula Matias.
Assédio
A maior dificuldade em combater os spams está na forma como se espalham e na velocidade — correspondem a 83% de todas as mensagens enviadas pela internet. São 150 bilhões em um mês, o que equivale a 30 por dia para cada habitante da terra. Somente nos Estados Unidos, os prejuízos com ataques de hackers, de diversos tipos, somaram U$$ 8 bilhões entre 2007 e 2008. “Às vezes, o varejo é quem sofre mais assédio visando dados financeiros, além de ataques de consumidores fantasmas”, alertou Guardi.
O cibercrime se profissionalizou a tal ponto que existem dois filões de mercado. Um em que são furtadas informações bancárias apenas para aplicar golpes e ganhar dinheiro e outro em que o criminoso pega as informações, realiza um leilão na internet e vende os dados para outros hackers praticarem crimes. “Hoje, você consegue entrar em um site de leilão e comprar uma informação por US$ 0,50 (lance mínimo). É um elo importante da cadeia produtiva do crime”, alerta Matias.
Momento arriscado
De acordo com especialistas, o mês de dezembro é o preferido pelos criminosos para praticar crimes contra consumidores e instituições pela internet. Com a maior quantidade de dinheiro circulando no mercado, devido às férias e ao 13º salário, as pessoas ficam mais dispostas a gastar e os bandidos aproveitam para ganhar dinheiro fácil. A dica é não acreditar nas promessas da web, não fazer doações por ela nem comprar em portais desconhecidos. Nos sites da e-bit e do Buscapé é possível encontrar uma lista de lojas virtuais que cometeram algum tipo de crime. Outra dica é nunca clicar em links desconhecidos.
Área de zumbis
O Brasil também tem sua parcela de colaboração no trilionário negócio dos crimes pela internet. Especialistas identificaram o Rio de Janeiro como a cidade com o maior número de “máquinas zumbis” do mundo — computadores que são infectados e “controlados por um mestre” para efetuar ataques a consumidores, lojas e instituições financeiras. “É uma rede de 40 mil computadores no Rio, a maioria de usuários comuns que nem sabem que seu computador é manipulado”, afirmou o gerente de suporte técnico da McAffe para América Latina, José Matias.
Na maioria dos casos, nos crimes bem elaborados, não é possível descobrir nem mesmo se o hacker é brasileiro. Para alguns especialistas, a cidade maravilhosa é um dos principais pontos de onde saem ações contra várias partes do mundo. Quando a internet começou a se popularizar no país, há 10 anos, ataques a outros computadores ainda eram brincadeiras de adolescentes. Hoje, 85% têm motivação financeira.
Twitter busca saída para fazer dinheiro
Paula Takahashi – Estado de Minas
Milhares de empresas estão faturando alto com a divulgação de ofertas e oportunidades exclusivas em apenas 140 caracteres de texto no Twitter, microblog que virou febre e hoje já é visitado por mais de 44,5 milhões de pessoas mensalmente em todo o mundo. O número é 15 vezes maior que o registrado há um ano, segundo levantamento feito em junho pela comScore, empresa que mede a audiência da internet. Para ter uma ideia, hoje o site de relacionamento é o mais utilizado no Brasil entre consumidores da classe A, com renda superior a R$ 4 mil e média de 28 anos, superando o Orkut e o You Tube. O estudo foi realizado com 1.227 brasileiros entre agosto e setembro deste ano pela E.Life, especializada em monitoramento e análise de mídia.
Com uma legião de usuários cada vez mais cobiçados, agora é a vez de o próprio Twitter tirar proveito da fama que ganhou e começar a gerar receita para seus fundadores. Para isso, o site de relacionamento pode ganhar, a partir do próximo ano, uma nova cara que inclui até mesmo a oferta de ferramentas pagas. Além dos já convencionais banners de publicidade amplamente utilizados por seus contemporâneos, a empresa pretende dar prosseguimento à onda de aquisição iniciada com a compra do serviço de buscas Summize, em 2008, oferecer acesso pago a empresas que quiserem receber informações exclusivas, acordo com outras organizações para licenciar conteúdo e transmissões em tempo real para sites externos e ainda cogita a possibilidade de abertura de capital na bolsa de valores.
Atualmente avaliado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,7 bilhão), o Twitter ainda não estabeleceu um modelo de negócio para poder lucrar com o serviço, mas, enquanto não chega a uma fórmula de sucesso, especialistas na área alertam sobre as dificuldades que o microblog vai enfrentar. “Toda a associação de pagamentos em redes sociais é controversa”, avalia Ricardo Fonseca, diretor de planejamento e negócios da PP4D Criatividade Digital, empresa que acaba de lançar sua própria rede de relacionamentos com clientes e usuários. “Esses serviços são pautados na gratuidade e ainda tem outra coisa: as empresas já atingem um público de interesse, seus seguidores, por meio de mensagens com promoções exclusivas, lançamentos de produtos e outras estratégias de vendas. O que as levaria a pagar por um serviço que têm de graça e ainda dá retorno?”, pondera.
O cofundador do Twitter, Biz Stone, explica que o serviço pago seria apenas uma alternativa para ingressar na rede social, além da gratuita já existente, como uma “camada especial de acesso”. Entre os diferenciais oferecidos estaria um relatório detalhado sobre o hábito dos usuários, a possibilidade de colocar cartões de visitas ou quaisquer assinaturas nas mensagens. além de receberem um relatório detalhado sobre a repercussão das informações postadas. “A liberação de dados de quem está no Twitter deve ser feita de forma muito cuidadosa. E ainda existe uma regra que estabelece que a pessoa deve ter a opção entre ser ou não abordada, o que reduz em muito o público”, avalia Marcos Toledo, gerente de marketing on-line da IT Mídia, empresa que tem um site de relacionamento sobre tecnologia e deve lançar mais oito no próximo ano.
A possibilidade de venda da empresa, amplamente cogitada pelo mercado, foi descartada por Biz Stone. “Definitivamente não estamos interessados em vender a companhia. Se um IPO (sigla em inglês para a oferta pública de ações) for a única maneira, então faremos”, afirmou. Para estrear na bolsa, Ricardo Fonseca acredita que a empresa terá que elaborar uma boa estratégia para atrair investidores. “Eles terão que dar retorno de faturamento, que hoje ainda não existe”, explica.
Outra alternativa, que já está em andamento é a parceria com empresas para disponibilizar o conteúdo do Twitter em outros sites. No mês passado, foi feito um acordo com Microsoft e Google para permitir buscas no site em tempo real e acaba de se unir ao LinkedIn, rede de relacionamento voltada para profissionais
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Fusão cria gigante do e-commerce
Felipe Zmoginski, de INFO Online
Reprodução

SÃO PAULO – A fusão entre as Casas Bahia e o grupo Pão de Açúcar vai criar um grupo de e-commerce que reunirá as lojas online www.extra.com.br, www.pontofrio.com.br e www.casasbahia.com.br.
As três marcas serão preservadas, mas administradas por uma nova empresa, ainda sem nome definido. A nova empresa online terá seu capital distribuído em 83% para os atuais sócios do Pão de Açúcar e 17% para os controladores das Casas Bahia.
Durante encontro com jornalistas nesta sexta-feira, os diretores de ambas companhias disseram que vão unificar suas operações online e infraestrutura de tecnologia da informação. O grupo não soube dizer qual será o valor economizado com a sinergia das operações de TI.
A expectativa da empresa que nasce com a fusão é que as três lojas online (Extra, Ponto Frio e Casas Bahia) faturem ao longo de 2010 ao menos R$ 2 bilhões.
A nova empresa online deve rivalizar com o grupo B2W, resultado da fusão das Lojas Americanas e Submarino.
Já do ponto de vista das lojas físicas, as operações de Casas Bahia e Pão de Açúcar também serão unificadas, sob administração de uma empresa que pertencerá 51% aos atuais controladores do Pão de Açúcar e outros 49% às Casas Bahia.
Juntas, as companhias somam 1015 lojas espalhadas por 337 municípios em 18 Estados brasileiros, além do distrito federal. A operação cria um novo líder brasileiro no varejo, já que a soma do faturamento de Pão de Açúcar e Casas Bahia colocam o grupo à frente do Carrefour.
O novo grupo é também líder na venda de eletrônicos no varejo brasileiro.
PayPal agora faz transferências para bancos brasileiros e quer ter nosso país como base de operações
Com o crescimento do comércio pela internet no Brasil, o PayPal decidiu voltar um pouco de sua atenção para o nosso lado e anunciou importantes novidades. Uma delas, divulgada pelo ReadWriteWeb nacional, é a realização de transferências para alguns dos nossos bancos, algo que era impossível anteriormente.
As transferências diretas requerem apenas os dados da conta bancária e o CPF do beneficiado, e não possuem taxas por parte do PayPal caso sejam acima de R$250 — abaixo disso, são cobrados R$3. Contudo, ainda não se sabe com precisão qual será o comportamento dos bancos suportados pela novidade, pois eles podem cobrar outras taxas e/ou aplicar impostos.
Falando em bancos suportados, são eles:
- Banco do Brasil;
- Bradesco;
- Itaú;
- Banco Real Santander;
- HSBC;
- UNIBANCO;
- Caixa Econômica Federal;
- Nossa Caixa.
Mas a coisa não para por aí: de acordo com a Folha Online, o PayPal também escolheu o Brasil como sede de suas operações na América Latina e abrirá um escritório por aqui em breve. Com essas iniciativas, os dois milhões de brasileiros que utilizam os seus serviços frequentemente podem se sentir contentes, sabendo que estão ganhando a atenção de quem ajuda a tornar suas compras pela web mais fáceis e, principalmente, seguras.
Fraudes com cartão lideram a lista de preocupações na web entre brasileiros
SÃO PAULO – Para os brasileiros, a privacidade na internet é um tema importante e 76% deles temem ter suas informações pessoais violadas. O maior temor por aqui é com relação às fraudes com cartão de crédito ou com dados do banco. A utilização desses dados preocupa 19% dos brasileiros e lidera a lista dos temores na rede.
As constatações são da Nokia Siemens, que realizou um estudo sobre privacidade com 9.200 pessoas de 14 países. O levantamento constatou que, no mundo, a preocupação com a privacidade atinge 82% dos entrevistados. Na lista também está o temor com as violações (76%). A pesquisa também aponta que 45% acreditam que perderam o controle sobre seus próprios dados.
Enquanto os brasileiros temem mais pelos seus dados bancários, nos demais países a maior preocupação na rede é com relação ao roubo de identidade, temor apontado por 24% dos entrevistados. No mundo, fraudes com cartão e dados da conta bancária são preocupações listadas por 11% dos pesquisados.
Cobranças indevidas
Outra preocupação na rede entre os brasileiros é a cobrança por produtos que não foram comprados. O temor está em segundo lugar da lista, com 16% das respostas. O uso de dados pessoais sem o prévio conhecimento do internauta figura na terceira posição da lista de preocupações dos brasileiros, com 14%.
Com o mesmo percentual de respostas estão o acesso à conta bancária e a utilização de dados pessoais na prática de crimes. Repasse de dados bancários para outras pessoas, mudança de perfil na internet e a publicação de dados pessoais estão nas últimas colocações da lista, com 1%, 1% e 2% das respostas, respectivamente.
Fraudes em geral preocupam 4% dos entrevistados no País. No mundo, além do roubo de identidade, acesso a detalhes da conta bancária é temor de 13% dos entrevistados.
Más experiências
A preocupação com as informações pessoais entre os brasileiros tem justificativa. Segundo o levantamento, 64% já tiveram sua privacidade violada e as ligações de call centers lideram a lista dos casos de violação, com 49% das respostas.
O repasse de dados pessoais para terceiros sem permissão também estão na lista: 41% dos entrevistados no País já tiveram essa experiência. A utilização de dados financeiros em geral foi apontada por 9% como mais um caso de violação ocorrido.
No mundo, as ligações dos operadores de telemarketing também incomodam e lideram a lista dos casos (44%); repasse de dados sem a permissão do consumidor está em segundo lugar do ranking, com 32% das respostas, e fraudes com cartão de crédito ocorreram com 10% dos entrevistados.
De maneira geral, no mundo, 74% dos pesquisados já passaram por problemas ocasionados por violação da privacidade.

SÃO PAULO – O hacker Maycon Maia Vitali apontou esta semana em seu blog que um dos órgãos do governo responsáveis pelo gerenciamento de energia apresenta falhas de segurança.
O jovem de 23 demonstrou que a tática utilizada para esconder diretórios, com o arquivo robots.txt, não foi totalmente efetiva, pois seu conteúdo apresenta justamente os diretórios que não devem ser acessados.
“Acessando o primeiro dos endereços, sem qualquer autenticação podemos ter acesso ao endereço de todos os Sistemas Agentes da ONS, inclusive alguns com software para download e manual”, diz Vitali no post. “Não conheço quaisquer destes sistemas, porém um deles me chamou a atenção quanto ao blecaute que ocorreu na ultima terça-feira, o Sistema de Administração de Contratos de Transmissão (SACT), que está acessível”, conclui.
Além de acessar um serviço chamado “Operador Nacional do Sistema Elétrico”, o hacker ainda detectou uma falha de SQL Injection, geralmente utilizada para invadir sistemas.
Para Paulo Stohler, da Proof Investigação Digital, a ação de hackers não deve ser totalmente descartada devido à fragilidade do sistema elétrico brasileiro.
“Quando falamos do sistema elétrico no Brasil, fica difícil acreditar que uma falha pontual em alguma linha de transmissão ou usina possa causar um colapso em escala nacional. Seria leviano descartar que o problema possa ter sido causado por um erro humano ou gerado por alguém propositalmente. Não estamos falando apenas de hackers, mas, inclusive, até de funcionários ou prestadores de serviço das próprias empresas de energia”, diz Stohler.
O especialista acredita que, apesar do investimento no setor, mais recursos como auditorias e revisões periódicas deveriam ser considerados. “Se for feita uma comparação ao nível de segurança de um banco, por exemplo, eu diria que essas empresas ainda têm um longo caminho pela frente”, afirma.
Sobre a relação com matéria exibida pela CBS no último domingo, que aponta hackers como responsáveis pelos apagões de 2005 e 2007 no Brasil, Stohler afirma que o blecaute pode parecer até uma resposta às autoridades, que afirmaram que tai ataques não são possíveis.
No último dia 8, o programa 60 minutes, da CBS, apresentou uma investigação sobre invasões de crackers aos sites e sistemas de governos ao redor do mundo. Os apresentadores citaram os apagões no país como possíveis atos criminosos.
VisaNet vira Cielo e entra na era da concorrência
SÃO PAULO (Reuters) – Antecipando-se a mudanças regulatórias do governo para ampliar a concorrência no setor de cartões, a VisaNet anunciou nesta terça-feira que passará a se chamar Cielo, em meio à campanha para fazer-se conhecida como empresa multibandeiras.
“Quando o mercado passa por mudanças, temos que refazer as estratégias”, disse o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias, a jornalistas.
O contrato de exclusividade para lojistas receberem cartões Visa, que dura desde o início das operações da companhia, há 13 anos, e que a ajudou a firmar-se na liderança do setor no país, vence em julho de 2010.
Visualizando um mercado com mais competidores –Redecard, hoje única credenciadora dos cartões MasterCard, e VisaNet detêm mais de 90 por cento do setor–, a empresa já se prepara para um cenário em que o fator decisivo de sobrevivência será a combinação de preço e serviços.
Nesse aspecto, a mudança de nome é parte da estratégia de desvincular-se da inevitável associação à marca Visa, uma vez que a credenciadora já se prepara para trabalhar com outras marcas.
Além de operar com 89 diferentes cartões de redes de varejo (private label), a companhia já opera com a marca American Express e pode nos próximos meses fazer o mesmo com a bandeira Dinners. De acordo com Dias, as tratativas com a MasterCard ainda não começaram.
“Ficaria inapropriado continuar usando o nome VisaNet”, apontou Dias.
Em paralelo, a agora Cielo deve lançar em breve programas visando a fidelizar lojistas. Um deles, batizado de plataforma promocional, permitirá parcerias para oferecer prêmios e descontos a consumidores. O projeto entra em vigor gradualmente a partir de 2010.
“Temos que falar a linguagem do comércio”, disse Eduardo Chedid, diretor de soluções em negócios da companhia.
Embora evite falar a respeito, a Cielo admite que terá de enfrentar a principal fonte de reclamações dos lojistas, o preço de uso dos terminais (POS).
De acordo com Dias, a taxa média cobrada dos lojistas gira em torno de 2,5 por cento do valor das compras pagas com cartões. Segundo ele, esse índice é pouco superior à taxa praticada nos Estados Unidos, de 1,9 por cento.
“Pode ser (que tenha de reduzir os preços). Tem de ver como o mercado vai se comportar”, disse Dias. “Mas não é só preço, tem de ter soluções para os lojistas”, acrescentou.
A campanha, que começa neste final de semana nas mídias impressa e eletrônica, contará futuramente com o campeão olímpico César Cielo como garoto-propaganda.
(Reportagem de Aluísio Alves)
Cortesia: Realsite – Criação e manutenção de lojas virtuais em Belo Horizonte
O Kindle será o seu último livro?
Marco Aurélio Zanni e Maurício Moraes, da INFO
Marcelo Kura

Ele chegou com pinta de que vai esvaziar a sua estante. Mas o Kindle International, disponível para brasileiros comprarem desde o mês passado, está maduro o suficiente para aposentar seus livros? Testamos o aparelho com tela de 6 polegadas e adoramos a ideia de baixar conteúdo por uma conexão 3G paga pela Amazon. A experiência de leitura também é fantástica, pois a tela parece mesmo com papel. Mas o aparelho tem sérias limitações: faltam cores, touchscreen e conteúdo em português, por exemplo. Ah, e o preço é uma pequena fortuna: 958 reais.
Esse negócio de 3G grátis funciona assim: está liberada a navegação pela Wikipedia americana e pela loja online da Amazon. Você paga apenas os livros e periódicos que quiser baixar, por meio de créditos comprados na livraria com seu cartão. A conexão é feita por qualquer frequência de rede celular no Brasil com o mesmo padrão da operadora AT&T, dos Estados Unidos. Não é preciso configurar nada para isso. Em nossos testes, tudo funcionou muito bem, mas o ideal seria que o produto tivesse também Wi-Fi e um browser, liberando o acesso a outros sites, sem prejuízo à fabricante.
Só de mexer poucos minutos com o Kindle, você já percebe que ele não é um fenômeno pelas qualidades de seu hardware. Além dos problemas já mencionados, o aparelho também não tem a velocidade ideal para manipular os 1.500 livros que cabem em seus 2 GB de memória. Mas nossa maior reclamação vai mesmo para o desinteresse da fabricante em relação ao conteúdo em português. Existem apenas 17 livros e mais o jornal O Globo disponíveis para download em nosso idioma. Atualmente, a prioridade da Amazon é aumentar o acervo de 350 mil obras em inglês.
Parece com papel mesmo
A tela do Kindle não é como aquelas usadas em notebooks e smartphones. Com resolução de 600 por 800 pixels, ela é feita de um material que chamamos de papel eletrônico – ele é fosco, tem bom nível de contraste e não cansa os olhos. O display não possui uma fonte de iluminação. Ou seja, você precisa acender a luz do quarto para ler à noite, como faria com um livro comum. A escala de cinza, com 16 níveis para exibir as imagens, é bastante agradável.
A página inicial mostra todo o conteúdo gravado no leitor. Botões nas duas laterais permitem avançar e retroceder páginas. A transição entre uma e outra dura um segundo, tempo que sobe para três segundos se houver imagem. Na parte inferior da tela, uma barra mostra o percentual lido. Curiosidade: como a tela é pequena, um livro comum acaba ficando com 2 ou 3 mil páginas digitais. Ou seja, você passa dez páginas e parece que a leitura não está rendendo, pois demora a mudar a porcentagem.
O botão Home te leva à página de entrada do Kindle. A tela mostra todo o conteúdo gravado no dispositivo. Itens mais novos ou abertos recentemente ficam sempre no topo. O botão Menu leva à loja da Amazon e a menus de contexto, que mudam se você estiver fazendo compras, lendo ou navegando na página inicial. Os controles direcionais permitem mover o cursor, fazer seleções e clicar na opção desejada.
O teclado QWERTY completo serve para incluir anotações no texto ou fazer pesquisas no conteúdo do Kindle, na Amazon e na Wikipedia. Só que não é muito confortável para digitar e está no padrão americano, sem acentos ou cedilha. Apertando o botão Aa, localizado ao lado da barra de espaço, é possível formatar o texto. Há seis tamanhos de letras possíveis, e também dá para escolher quantas palavras ficarão em cada linha.
Não pode emprestar livro
Outra limitação do Kindle é a incompatibilidade com arquivos em PDF. Ele abre somente os formatos AZW, TXT e MOBI transferidos diretamente pelo PC. Dos arquivos de música, ele toca MP3 e Audible (muitos livros em áudio vêm comprimidos assim). É possível compartilhar os arquivos entre dois leitores, por meio do aplicativo Whispersync, mas eles precisam estar registrados no mesmo nome – ou seja, isso é útil somente no caso de uma família possuir dois ou mais exemplares do leitor.
Existem versões do Whispersync para iPhone e computadores com Windows, mas há dois detalhes: ambos só funcionam para contas cadastradas com endereço nos Estados Unidos e não dá para acessar o mesmo livro em dois aparelhos, simultaneamente. Outra função presente no aparelho é a text-to-speech. Ativando o recurso, um locutor com voz masculina ou feminina lê o texto para você, mas somente em inglês.
Se você fizer questão de abrir outros formatos no Kindle, existe um jeito de converter arquivos PDF, HTML, DOC, JPEG, PNG e BMP para o formato da Amazon, mas o processo é tortuoso. É necessário entrar num gerenciador disponível no site da empresa, cadastrar seu e-mail e, pelo endereço informado, enviar os arquivos a serem convertidos para um e-mail fornecido pela Amazon. O serviço custa 10 centavos de dólar por documento. Porém, em nossos testes, o procedimento não funcionou nem com reza brava.
Bonitinho, mas lento
É difícil ver o Kindle e não se lembrar dos primórdios do iPod. Ele é pequeno, leve e tem design moderno. Mesmo com apenas 0,9 centímetro de espessura (a mesma de uma caneta), sua construção é resistente, com ótimo acabamento de plástico na frente e traseira que lembra aço escovado. Os botões também não passam a impressão de fragilidade e são bem posicionados, sempre ao alcance das mãos.
Quando você desliza um botão na área superior esquerda para deixar o Kindle em modo de espera, aparecem imagens de descanso, como fotos de escritores famosos. Pode ser uma boa para andar pelos corredores da faculdade com Virginia Woolf ou Oscar Wylde embaixo do braço, dando uma pinta de intelectual. O leitor demora um pouco para sair dessa tela, da mesma forma que é lento na resposta aos demais comandos.
Existem outras duas limitações importantes de hardware. Caso você seja um leitor realmente voraz, não dá para expandir os 2 GB de memória interna. Isso é um grande problema para quem carrega muitos livros em áudio. Também não dá para trocar a bateria com suas próprias mãos, a exemplo do que acontece em vários produtos da Apple. Em nossos testes, durou dois dias em funcionamento ininterrupto. Ela é recarregável pela porta microUSB, mas uma hora estraga. E, quando for necessário trocá-la, resta ao usuário mandar o produto para a Amazon e pagar 60 dólares para colocar uma nova.
Parece com papel mesmo
A tela do Kindle não é como aquelas usadas em notebooks e smartphones. Com resolução de 600 por 800 pixels, ela é feita de um material que chamamos de papel eletrônico – ele é fosco, tem bom nível de contraste e não cansa os olhos. O display não possui uma fonte de iluminação. Ou seja, você precisa acender a luz do quarto para ler à noite, como faria com um livro comum. A escala de cinza, com 16 níveis para exibir as imagens, é bastante agradável.
A página inicial mostra todo o conteúdo gravado no leitor. Botões nas duas laterais permitem avançar e retroceder páginas. A transição entre uma e outra dura um segundo, tempo que sobe para três segundos se houver imagem. Na parte inferior da tela, uma barra mostra o percentual lido. Curiosidade: como a tela é pequena, um livro comum acaba ficando com 2 ou 3 mil páginas digitais. Ou seja, você passa dez páginas e parece que a leitura não está rendendo, pois demora a mudar a porcentagem.
O botão Home te leva à página de entrada do Kindle. A tela mostra todo o conteúdo gravado no dispositivo. Itens mais novos ou abertos recentemente ficam sempre no topo. O botão Menu leva à loja da Amazon e a menus de contexto, que mudam se você estiver fazendo compras, lendo ou navegando na página inicial. Os controles direcionais permitem mover o cursor, fazer seleções e clicar na opção desejada.
O teclado QWERTY completo serve para incluir anotações no texto ou fazer pesquisas no conteúdo do Kindle, na Amazon e na Wikipedia. Só que não é muito confortável para digitar e está no padrão americano, sem acentos ou cedilha. Apertando o botão Aa, localizado ao lado da barra de espaço, é possível formatar o texto. Há seis tamanhos de letras possíveis, e também dá para escolher quantas palavras ficarão em cada linha.
Não pode emprestar livro
Outra limitação do Kindle é a incompatibilidade com arquivos em PDF. Ele abre somente os formatos AZW, TXT e MOBI transferidos diretamente pelo PC. Dos arquivos de música, ele toca MP3 e Audible (muitos livros em áudio vêm comprimidos assim). É possível compartilhar os arquivos entre dois leitores, por meio do aplicativo Whispersync, mas eles precisam estar registrados no mesmo nome – ou seja, isso é útil somente no caso de uma família possuir dois ou mais exemplares do leitor.
Existem versões do Whispersync para iPhone e computadores com Windows, mas há dois detalhes: ambos só funcionam para contas cadastradas com endereço nos Estados Unidos e não dá para acessar o mesmo livro em dois aparelhos, simultaneamente. Outra função presente no aparelho é a text-to-speech. Ativando o recurso, um locutor com voz masculina ou feminina lê o texto para você, mas somente em inglês.
Se você fizer questão de abrir outros formatos no Kindle, existe um jeito de converter arquivos PDF, HTML, DOC, JPEG, PNG e BMP para o formato da Amazon, mas o processo é tortuoso. É necessário entrar num gerenciador disponível no site da empresa, cadastrar seu e-mail e, pelo endereço informado, enviar os arquivos a serem convertidos para um e-mail fornecido pela Amazon. O serviço custa 10 centavos de dólar por documento. Porém, em nossos testes, o procedimento não funcionou nem com reza brava.
Bonitinho, mas lento
É difícil ver o Kindle e não se lembrar dos primórdios do iPod. Ele é pequeno, leve e tem design moderno. Mesmo com apenas 0,9 centímetro de espessura (a mesma de uma caneta), sua construção é resistente, com ótimo acabamento de plástico na frente e traseira que lembra aço escovado. Os botões também não passam a impressão de fragilidade e são bem posicionados, sempre ao alcance das mãos.
Quando você desliza um botão na área superior esquerda para deixar o Kindle em modo de espera, aparecem imagens de descanso, como fotos de escritores famosos. Pode ser uma boa para andar pelos corredores da faculdade com Virginia Woolf ou Oscar Wylde embaixo do braço, dando uma pinta de intelectual. O leitor demora um pouco para sair dessa tela, da mesma forma que é lento na resposta aos demais comandos.
Existem outras duas limitações importantes de hardware. Caso você seja um leitor realmente voraz, não dá para expandir os 2 GB de memória interna. Isso é um grande problema para quem carrega muitos livros em áudio. Também não dá para trocar a bateria com suas próprias mãos, a exemplo do que acontece em vários produtos da Apple. Em nossos testes, durou dois dias em funcionamento ininterrupto. Ela é recarregável pela porta microUSB, mas uma hora estraga. E, quando for necessário trocá-la, resta ao usuário mandar o produto para a Amazon e pagar 60 dólares para colocar uma nova.
Primeiro smartphone da Dell chega antes ao Brasil
O Brasil e a China serão os primeiros países a receberem o smartphone de estreia da Dell. O Mini 3i chegará em terras brasileiras até o Natal deste ano, e será vendido primeiramente pela Claro.
O gadget tem sistema operacional móvel Android, conexão 3G, câmera de 3 megapixels, GPS com software incluso, tela sensível ao toque de 3,5 polegadas, mini USB e microSD.
O aparelho já foi homologado pela Anatel – Agência Nacional de Telecomuicações -, mas o preço ainda não foi divulgado. A estratégia da companhia deve ter como principal foco o BRIC – grupo dos principais países emergentes do mundo, que conta com Brasil, Rússia, Índia e China.
